Se me afundo na alma
Ouço o som de uma noite calma
E uma voz que me diz docemente:
Olha o brilho das estrelas
Vê como elas são belas!
Fito esse brilho cintilante
E tento alhear-me do profundo.
Profundo que me choca
Profundo que me chama.
Se me afundo na vida
Onde nada me falta
E tudo me detém…
…Sou silêncio e alma ferida
Inércia forçada ou consentida…
…Só a esperança me contém.
Autor ( Maria Júlia Reina )